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segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Obalúayé - PATAKI (OFUN TEMPOLA)


O CAMINHO DO CONTÁGIO DA HANSENÍASE


PATAKI (OFUN TEMPOLA):

Babalú Ayé, Orisha que hoje é da terra Arará, foi em seu nascimento nativo da terra Lukumí, irmão legítimo de Agayú, Dadá Bañani, Shangó e Oyá. Ele representa as epidemias contagiosas, porque ele é o espírito onde o bom e o mau podem ser incubados, na infância ou na velhice.


Babalú Ayé era um homem justo, gentil e ao mesmo tempo simples, gentil, humilde, com um coração limpo, alma pura apesar de ser poderoso, forte e rico. Ele viveu uma vida tranqüila e pacífica.


Um dia, Alosi foi visitar Olofin (o criador) que perdeu sua visita. Eles começaram a falar e depois de um tempo Alosi disse a Olofin que seus discípulos eram os que reinavam na terra porque não havia um único homem na terra que fosse justo. Olofin, surpreso com esta conversa, assegurou a Alosi que sim, houve um período de corrupção na terra, mas que havia um homem pelo qual ele era responsável e que era Babalú Ayé. Que ele era um exemplo para que um dia não muito longe, todos aqueles que estavam sofrendo amargamente por causa de sua corrupção, observassem seu exemplo e se afastassem desses maus caminhos, tomassem o bom caminho para que pudessem viver felizes.


Alosi respondeu:

Como esse homem não será justo, se ele tem tudo o que pode desejar na Terra?

Alosi continuou: Você não quer que Babalú Ayé fique doente e perca tudo, pois ele certamente negará a si mesmo como os outros.

Olofin respondeu:

Alosi, você está completamente errado, pense sobre isso e verá seu erro.


Alosi tentou Babalú Ayé e perdeu toda sua fortuna, e foi deixado na pior das misérias, mas apesar disso ele nunca amaldiçoou ou renegou.


Depois de algum tempo, Olofin disse a Alosi:

Você vê como Babalú Ayé é um mendigo e não renega nem pragueja.

Alosi lhe respondeu:

Como ele pode guardar rancor se está desfrutando de excelente saúde.

Novamente Olofin convidou Alosi para tentá-lo novamente. Assim o fizeram e Babalú Ayé cobriu seu corpo de lepra e como ele estava nessa condição ninguém se aproximava dele, todos o rejeitaram.


Depois de um tempo Olofin lembrou-se de Babalú Ayé e mandou chamar Alosi e disse-lhe:

Você vê como Babalú Ayé que sofre da pior das doenças não amaldiçoa ou nega.

Alosi respondeu:

Se ele está andando como pode renegar.

Olofin respondeu:

Lembre-se, Alosi, que você me assegurou que não havia ninguém justo na Terra e eu lhe respondi que havia um justo e que era Babalú Ayé e antes de seu ponto de vista eu o autorizei a tentar e sua ruína chegou, mas ele não renegou nem amaldiçoou; assim eu o restituirei à saúde e ele será mais rico do que antes. Para Iban Eshu.


E aconteceu que Babalú Ayé, mais poderoso e rico, sem filhos e sem família, teve que procurar uma mulher e foi sua irmã Dadá Bañani e como sua lepra não havia curado completamente, ele a infectou e as feridas apodreceram sua cabeça. Ela, que tinha cabelos compridos, cobriu sua ferida com sua trança, até que um dia Eshu ouviu alguns gemidos e, indo para o lugar de onde vinham, encontrou Dadá Bañani, que era quem se queixava e viu sua ferida, ele foi para onde Agayú estava, Quando Agayú interrogou sua irmã e descobriu o que havia acontecido com ela, encontrou-se com Babalú Ayé e pediu-lhe uma explicação. Ele não negou nada, mas como Agayú era o Obá (rei) daquela terra, Babalú Ayé teve que deixar a terra Lukumí.


Após uma longa caminhada, ele chegou às margens de um belo rio onde parou para saciar a sede e descansar e lhe deu o nome de Arará e esse é o nome do rio e da terra até os dias de hoje. Lá ele perdeu a maneira de falar do Lukumí, obtendo com o tempo uma língua diferente daquela de seu povo de origem.


Lá ele viveu sozinho até que um dia uma mulher apareceu e ele a viu banhada no rio, Babalú Ayé perguntou-lhe quem ela era e ela lhe respondeu:

Eu sou Naná Burukú, da terra Takua, e vim aqui porque acabei de me separar de meu marido Oggun devido a um desentendimento entre nós. Assim Babalú Ayé e Naná Burukú fundaram juntos seu primeiro vilarejo.


Independentemente do fato de que neste Pataki aprendemos parte da vida de Babalu Aye, IFA nos ensina a agir de forma justa mesmo quando há tribulações em nossas vidas, no entanto, não entendemos que este é o começo de coisas boas para nossa existência, às vezes queremos algo de uma forma especial e em vez de ver o que estamos procurando encontramos muitas dificuldades ou as coisas não vão como queremos que vão, Às vezes nos agarramos a ele e simplesmente as coisas não acontecem do jeito que queremos, depois cambaleamos e começamos a perder a fé, é naquele momento em que deveríamos estar mais apegados ao Orisha, o que nos dará as coisas de que precisamos que nos farão felizes com o tempo, devemos lembrar que nem tudo o que queremos será o melhor para nossas vidas,Devemos ver que eles vêem além do que nossos olhos podem perceber, lembre-se que após a tempestade vem a calma e o sol nasce.


IFA nos ensina através dos Patakis duas coisas importantes, a primeira, são as experiências dos Orishas enquanto estavam fisicamente neste plano de existência, a segunda, nos ensina a evitar o Osogbo (o negativo) e a viver o Ire (o positivo) em nossas vidas. Você define isto de acordo com o personagem que você define para ser cada uma das histórias que você recebe em consulta ou em um ITA (como este Pataki que você acabou de ler).


Iboru Iboya Ibosheshe Moforibale IFA.

 

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

A tatuagem é proibida na regra de Osha-Ifá?

 

TATUAGEM

A tatuagem é proibida na regra de Osha-Ifá?   



Conheça este pataki  na regra de osha-ifá, um tema bastante polêmico é falar sobre tatuagem. 

Se voltarmos no tempo, os africanos marcavam seus corpos para se diferenciar de outras tribos e também para cultuar suas divindades, de fato hoje na nigéria são feitas marcas tribais no corpo. Se em um itá (leitura do destino religioso) te dizem que você não pode fazer uma tatuagem porque seus orixás aconselham, é uma coisa e que é uma proibição religiosa é outra bem diferente.  Por exemplo, os orixás podem te marcar que você não deve usar uma tatuagem para passar despercebido e se livrar dos infortúnios, mas também podem te aconselhar a usar para que você brilhe e se destaque onde quer que vá ou em qualquer outra situação. muitos, por opinião pessoal ou religiosa, argumentam que os religiosos na prática da santeria não devem fazê-lo, mas na minha  opinião insisto que não é tabu, pois não está escrito como proibição. 

onde nasceu a tatuagem  na religião iorubá? 

A tatuagem nasce no oddun ogbe she, e é citada de uma forma que dá uma boa presença à pessoa, mas não define se é permitido ou não. Pataki da tatuagem em ogbe she onde orula é salva: 

nesta história iorubá houve uma guerra entre Oduduwá e olokun, mas olokun para contrariar os efeitos de tal desentendimento ofereceu boronu a Oduduwá , uma de suas mulheres, para que pudessem viver juntos e ambos formassem uma grande família. mas a cartomante orunmila vivia apaixonada por boronu e a seduziu tanto que um dia conseguiu seu amor e ela veio para seus braços. orunmila vivia com medo de que um dia Oduduwá descobrisse e resolve ir consultar.  é consultado e sai ogbe she oddun e está marcado para fazer um ebbó (limpeza). depois de ter feito o ebbó são feitos três cortes e em cada corte um do iye (pó como o iyefá) é esfregado. depois de terminar, ifá diz a ele que ele pode continuar com boronu e que não terá problemas. mas um dia orunmila adormece ao lado de boronu em seu quarto e Oduduwá decide ir ver sua esposa. exú, sempre atento, percebe que Oduduwá está indo ao quarto de boronu e sabendo que orunmila estava lá e que havia feito o ebbó por ordem de ifá, resolve intervir. e assim eshú não permite que os olhos de Oduduwá vejam orunmila e sim um leopardo, é assim que orunmila se salva através de suas marcas. consultar os conselhos de ifá e dos orixás é o mais importante: existem até muitos odduns onde a pessoa é marcada e medicamentos também são introduzidos neles, mas esse tópico é muito diferente de fazer uma tatuagem por elegância ou moda. além disso, não concordo que muitos religiosos façam uso indiscriminado de tatuagens, pois essa tinta pode causar doenças, inclusive cancerígenas. assim como, não apoio que em cima de uma marca religiosa seja tatuada outra figura. o importante é lembrar que devemos sempre consultar nossas decisões com os orixás, para que amanhã essas decisões não prejudiquem nosso destino e o caminho que as divindades nos confiaram.



quinta-feira, 3 de novembro de 2022

O ritual das dezesseis lâmpadas de Oxum


O ritual das dezesseis lâmpadas de Oxum
O ritual das dezesseis lâmpadas de Oxum, é originário da súplica feita pelo poderoso caçador olutimehin a Oxum ieiebiru, e que faz parte da história oral da fundação do reino de Oshobô. segundo nossa tradição oral, Olutimehin o caçador de elefantes, sedento e cansado, durante longa noite de caça, procurava por água próximo ao rio Oshobô. absorvido por densa escuridão, que o impedia de encontrar o rio para aliviar sua sede, ele clama por Oxum Ieiebiru como aquela que ilumina a escuridão com seus dezesseis olhos. Como graça divina, surgem espíritos que iluminam o caminho para o rio. 
Segundo os antigos sacerdotes de nossa tradição ancestral, os ritos de iluminação são realizados de acordo com essa narrativa, que remete ao mito das lamparinas de Oxum, a divindade da sociedade Geledê.  
Lamparinas de Òsun a narrativa que nos elucida o mito sobre as primeiras lamparinas (àtùpà) da divindade Oxum Ieieberu (yèyébíru) nos foi passada pelos nagôs igbominas malês, na diáspora para solo brasileiro, da mesma maneira que era contada na cidade Oshobô (òsogbo), em nigéria. no início da fundação de Oshobô, a cidade era envolvida por dezesseis belos lampiões, que sustentavam a queima de um tipo de chama mística, a qual queimava durante o período do anoitecer ao alvorecer. O ambiente era denominado por “os dezesseis olhos de Oxum” (àtùpà olójú mérìndílógún òsun), o qual se destinava a manter a proteção e a celebridade do lugar durante a noite. A chama acesa continha um encanto que protegia a cidade dos ataques humanos e perturbações sobrenaturais. Nos dias atuais, as lamparinas que representam “os dezesseis olhos de oxum” são acesas somente na festividade anual da cidade de Oshobô. os nagôs igbominas malês, descendentes de escravos que viveram em solo brasileiro, preparavam seus “brilhos de fogo"(itanna) em panelas de ferro, contendo brasas que queimavam folhas secas de ervas aromáticas. Após o término do ritual, as cinzas eram distribuídas entre os componentes do ritual. Oxum - a luz na escuridão os nagôs igbominas contam, em solo brasileiro, que Olodumare, o criador dos seres humanos, no primeiro dia da criação, determinou que houvesse a luz no universo. A essa luminosidade deu o nome de sol. Esse fulgor proporcionaria aos seres humanos o seu desenvolvimento, trabalhando e obtendo o fruto necessário para sobrevivência, mas, a luz do sol não permanecia o tempo necessário para os seres humanos. Dessa forma, a noite surgia rapidamente, e, com ela, a escuridão longa e maçante, impedindo os seres humanos de se locomoverem. A escuridão era tamanha que não permitia a expansão da luz emanada pela lua. 

Os seres humanos, em desespero, clamaram aos orixás pela possibilidade de proporcionarem um período maior de luz solar. Após várias súplicas, yèyébírú, apiedando-se dos seres humanos, pediu a Olodumare permissão para poder amenizar o sofrimento dos mesmos. quando diante de Olodumare, yèyébírú se pronunciou: “senhor, me permita criar algo que faça com que o sol permaneça por mais tempo iluminando o mundo novo (àiyé titun), o planeta terra?” Olodumarê de imediato respondeu: “sim, já provou por várias vezes que é um ser habilidoso. assim sendo, eu deixarei realizar essa criação.” tempos depois, Olodumare convocou todos os orixás a sua presença,  quando diante de todos, informou que yèyébíru resolveu formalizar um encantamento por meio do qual faria com que o sol permanecesse por mais tempo iluminando o “aiyé titun” (o novo mundo). 

Os Orixás, surpresos, perguntaram: “quais artimanhas yèyébíru irá aprontar desta vez?” “saberemos daqui a pouco”, exclamou Olodumare. tão logo Olodumare terminou sua fala, yèyébíru, com toda a sua pele ungida por mel de abelhas, surgiu dançando diante de todos. Em sua cabeça, emanando fogo, havia uma lamparina feita de uma abóbora moranga (“elégédé”). Durante a dança, yèyébíru entregou a exu as sementes que havia retirado de dentro da moranga, pedindo ao mesmo que por meio de um redemoinho espalhasse as sementes no novo mundo (“àiyé titun”). essa solicitação Exu executou imediatamente. “O que espera conseguir com esse procedimento?”, indagou Olodumare. sem titubear, yèyébiru respondeu: “Desejo que os seres humanos possam colher as morangas, delas se alimentem, e façam delas lamparinas. assim, iluminarão as noites.” adendo: Este é o motivo pelo qual acendemos lamparinas durante os festivais consagrados a òsun.



Por que o mel pertence à Oshun ?


 Por que o mel pertence à Oshun?


Oshun, a orixá rainha da religião iorubá, deusa dos rios, do amor, dos sentimentos e da doçura, é também a dona do mel, com ele seduz e encanta até o maior inimigo que possa ter, pois se apaixona por sua sensualidade e magia poderosa. no panteão yoruba uma das ferramentas mais poderosas de Oshun é a abelha e isso se manifesta em muitas das histórias ou pataki da religião . em uma dessas histórias antigas diz-se até que Oshun conheceu o orixá Shangó em um tambor e o seduziu com mel, e também foi ele quem tirou ogum da montanha com suas danças sedutoras e o poder de seu néctar. Com a mesma cinza e energia de seu mel, babalú ayé foi ressuscitado por Olodumare, através do saboroso mel que Oxum lhe deu. 

o pataki das 16 abelhas e rainha oxum é narrado em um pataki que Olodumare enviou 16 abelhas muito trabalhadoras para a terra, cada uma delas teve que chegar ao espaço terrestre com sua própria habilidade e dom para ajudar os humanos. entre essas abelhas estava uma chamada Oshun e antes de baixar todas as abelhas para a terra, deus Olodumare reuniu todas elas e deu a ordem para que oxum fosse respeitada porque seu dom, era muito  essencial para  os humanos  e  seu  crescimento. a ordem do deus supremo incomodava muito a todos, então começaram a sentir inveja, e junto com esse sentimento maltrataram oxum e a excluíram das tarefas. oxum se sentiu muito mal porque sempre a afastaram, mas ao invés de brigar ou ficar chateada, ela simplesmente parou de abençoar e compartilhar seu asé. e quando oxum deixou de lhe oferecer ashé (energia vital) as terras começaram a ser inférteis e nada era próspero ou útil. a palavra de olodumare é sagrada, seu conselho é lei. devido à situação, as outras abelhas decidiram ir ao pé do adivinho orunmila e consultar, ao que o grande oráculo de ifá aconselhou a todos: a inveja é uma má conselheira, e eles se deixaram levar por ela, e é por isso que a terra não é mais produtiva. eles tiraram oxum de seu caminho, o que Olodumare os aconselhou a não fazer e eles não obedeceram.  agora eles devem oferecer sacrifícios a oxum coletando seu mel e servi-lo como as abelhas fazem com sua rainha nos favos de mel. as abelhas entenderam e aceitaram a palavra de orula, e assim fizeram. depois do ocorrido, Olodumare deu à bela  oxum uma coroa de ouro por se comportar com dignidade e humildade diante da maldade alheia. é por isso que se diz que cada favo de mel tem apenas uma rainha e essa é a nossa Oshun, aquela que com seu mel se encarrega de nos fazer felizes, abrindo caminhos para nós e adoçando os obstáculos da vida.


quarta-feira, 10 de agosto de 2022

ORUNMILA DESCOBRIU O NOME DE OXUM.


Orunmila descobre o nome de Oshún para poder se casar com ela. Orula é um adivinho e conselheiro de grande poder no Panteão Yoruba , e Oshún também é uma poderosa deusa, dona de água doce, rios,do amor ,mel e girassóis. A história de amor iorubá de Orula e Oshun Em terras distantes, a bela Oshum morava com sua mãe. 

Essa linda jovem era encantadora, tinha um sorriso sensual e quando ria cativava todos os homens que se apaixonavam por ela só de vê-la. Mas, nenhum deles sabia seu nome, porque estavam tão hipnotizados que não perguntaram, ficando mudos em sua presença. 

Muitos desses pretendentes vinham à sua casa e cada um pedia à mãe que a oferecesse em casamento. 

Mas, a mãe sempre perguntava: Você sabe o nome da minha amada filha? E ele respondeu que não, então a mãe perguntou novamente: Então, como você espera se casar com minha filha se você nem sabe o nome dela? E como todos os homens, a mesma coisa aconteceu com eles, porque cada um decide por sua parte descobrir o nome da jovem para que sua mãe a ofereça em casamento à donzela. 

Mas, todos os homens falharam e não havia como eles saberem disso. A mãe, já cansada de receber os pretendentes da filha, decide que não receberia ninguém em sua casa até que soubessem o nome da filha. 

Orunmila estava entre os pretendentes da jovem e era muito apaixonado por ela, mas também não conseguiu o nome através das consultas através de seu jogo. Resolveu então perguntar para a Elegguá para ver se o ajudaria. 


COMO ELEGGUÁ AJUDA ORULA A CONQUISTAR O AMOR DE OXUM?

Elegguá foi muito esperto e elaborou um plano para saber o nome da jovem que deixou todos atordoados e assim ajudar Orunmila que estava apaixonado a conseguir a jovem em casamento. 

O grande Elegguá, que tem muita habilidade e é mestre na arte do disfarce, ora começou a agir como um velho, ora como uma criança, brincando nos 4 cantos perto da casa da jovem e também se escondendo atrás das portas . 

É assim que ele fica sabendo o nome da jovem depois de alguns dias, ouvindo sua mãe chamá-la bem baixinho. Ela finalmente tinha seu nome, a jovem se chamava: OSHÚN.  Elegguá, feliz por cumprir sua tarefa, correu para Orunmila para lhe contar o que havia descoberto. 

Orunmila sem perder tempo vai até a casa da mãe da jovem e respeitosamente lhe diz: Com sua permissão e meus respeitos, venho buscar minha futura esposa, OSHÚN, e ela pede sua filha em casamento. 

A mãe de Oshun, muito feliz em saber que Orunmila seria seu marido, deu-lhe sua benção e eles se casaram. E é assim que nesta história, graças à inteligência e astúcia de Elegguá, Orunmila pode se casar com a bela Oxum. Lembre-se que na religião iorubá Elegguá sempre ajuda, ele é o melhor companheiro e confidente de Orunmila e o melhor amigo de Oshún.

OBATALA ENCONTROU O CAVALO DE XANGÔ

 


Obatalá foi consultar Orunmila, aconselhou-o a visitar Xangô, mas primeiro
faria um ebo com o Espigão de Millo e superaria três decepções pelo caminho.

Obatala iniciou sua marcha e pelo caminho encontrou Exu disfarçado de carvoeiro que pediu ajuda para levantar a cabaça de carvão, quando foi fazer isso virou a cuia sobre Obatala, lembrou-se de Orula e não protestou.

Ele continua seu caminho e encontra Eshú novamente, agora vendendo Epó em uma Cesta, que lhe pede ajuda e ao fazê-lo manchou Epó, ele ia protestar e se lembra do que Orula lhe dissera.

Ele segue seu caminho e encontra o cavalo de Xangô entre as montanhas que ele havia perdido, o Quando o animal viu o painço que Obatalá carregava, começou a segui-lo até onde estavam os soldados de Xangô, que, ao vê-lo, o agarraram e o levaram à presença de Obá Xangô. Este estava sentado em seu trono e vendo seu pai Obatala se levantar e manda seus soldados soltá-lo porque ele é seu
pai e construiu uma casa para ele onde encontrou paz de espírito e a partir desse momento o colar de Shangó é branco e perfurado.

ADIMUS PARA ELEGGUÁ


Addimu são coisas com as quais podemos agradar aos santos e em particular podemos satisfazer a eleggua com muitos doces, podemos colocar a eleggua com doces de padaria e caseiros, brinquedos, bolos, bugigangas, balas, sardinhas, goiabas, espigas de milho, aguardente com mel e milho torrado, casca de goiaba, doce de goiaba, com tudo isso podemos nos limpar e deixar por 3 dias para eleggua, depois desses 3 dias jogamos no lixo, em um canto ou em um caminho de quatro vias ou 4 cantos.

ELEGUÁ: A ASTÚCIA DESSE ORIXÁ QUE SEMPRE VENCE.



Muitos anciãos são os que avisam que o Orixá Yoruba,  Eleguá não deve se zangar ou tentar enganá-lo, pois é o Orixá mais astuto e travesso do Panteão Yoruba.

Eleguá pode abrir e fechar as portas da felicidade, amor, prosperidade e todas as bênçãos da vida à vontade, por isso, devemos nos lembrar de não perturbá-lo e sempre tentar ser dignos de sua ajuda e aprovação. É demonstrada a astúcia do pequeno gigante de Osha, guia e guerreiro, Senhor dos Caminhos e do Destino.

ELEGUÁ E O CAMPONÊS EGOÍSTA QUE PERDEU TUDO 

Existiu um camponês que tinha uma bela colheita de legumes e carnes. 
Repolho, acelga, batata e batata-doce foram exibidos em todo o seu esplendor, de modo que o homem tornou-se vaidoso e mesquinho.

O camponês não ajudava seus vizinhos nem doava um único vegetal aos necessitados da aldeia.

Um dia, Eleguá quis fazer-lhe uma visita e passou disfarçado de mendigo. Quando viu o agricultor, pediu-lhe algo para comer, mas o agricultor recusou categoricamente.

Então Eleguá resolveu dar lhe uma lição e no dia seguinte voltou disfarçado e lhe disse que o rei mandaria cortar todas as colheitas, porque eram prejudiciais à saúde.

O homem ficou furioso e lhe disse que antes que isso acontecesse, ele mesmo acabaria com toda a colheita. Assim, ele pegou um facão e imediatamente começou a cortar as plantas.

Mais tarde, quando foi ao palácio do rei para expressar seu descontentamento descobriu que era tudo uma farsa, mas era tarde demais, ele havia perdido tudo o que possuía por causa de sua falta de humildade e empatia.


Nota: Esse pataki nos ensina que devemos ser sempre gentis, principalmente com os mais necessitados. Se os Orixás nos colocam no lugar da abundância, é importante saber ajudar os mais necessitados.

ELEGUÁ E A DONZELA VAIDOSA



Certa ocasião, Eleguá quis provar a fidelidade de uma jovem vaidosa e desobediente, que gostava de bajulação e engano.


O Orixá tinha grande estima por seu pai por ser um homem justo e de grande reputação, então decidiu visitar a menina.

Eleguá, disfarçado de homem elegante, começou a cortejá-la, bajulando-a. Ela se apaixonou por ele à primeira vista e secretamente o recebeu em seu quarto e jurou fidelidade a ele.

Quando seu pai quis arranjar um casamento para ela, a jovem recusou-se a realizar seus desejos e confessou que só se casaria com o homem que a visitara.

O pai, vendo que não tinha outra solução, concordou com os desejos da filha.

Assim, Eleguá voltou, mas, embora fosse o mesmo homem elegante, era coxo, mutilado e encurvado.

A menina não teve escolha a não ser se casar como havia prometido ao paí e manter sua palavra, e assim recebeu a lição de ser vaidosa e desobediente.

Por outro lado, trapacear às vezes funciona, mas nunca é correto, pois a mentira tem pernas curtas e a verdade sempre consegue esclarecer tudo deixando-nos na maioria das vezes em uma situação dolorosa e desconfortável.

ELEGUÁ SALVOU OLODUMARE. SEJA BOM E SERÁS RECOMPENSADO!



Olodumare, o orixá supremo vivia em harmonia com a humanidade, de seu palácio atendia aos pedidos dos homens e divindades que vinham até ele exigindo justiça.

Apesar de sua idade avançada, Olodumare continuou sendo tão eficiente no cumprimento de seus deveres quanto em sua juventude.

A experiência acumulada em resolução de conflitos permitiu-lhe tomar decisões com impressionante agilidade, mesmo ocupando sua mente com várias questões ao mesmo tempo.

Raciocínio esse, que despertou a inveja de seus filhos que queriam tomar seu lugar e obter os méritos colhidos por seu pai. Seus filhos queriam tomar o seu lugar, estavam determinados para colocar o plano em ação.
Eles se reuniram para encontrar uma estratégia que lhes permitisse atingir seu objetivo.

Os ratos seriam a chave para destruir o velho, pois quando ele se assustasse fugiria ou na melhor das hipóteses perderia a vida devido a um ataque cardíaco.
Depois de finalizar todos os detalhes de um plano tão horrível, os Orixás apareceram com gaiolas cheias de ratos e começaram a distribuí-los pela casa, então chamaram Olodumare sob o pretexto de tratar de um assunto importante. Com a chegada do pai, todos os Orixás se posicionaram, liberando os ratos de suas gaiolas. Somente Elegguá protegeu seu pai da maldade dos seus irmãos. Eleguá que presenciou o ocorrido viu terror nos olhos de seu pai e temeu por sua vida.

Ela se lançou sobre ele para acalmar seu medo, dizendo-lhe que nenhum rato poderia fazer nada com ele. 

O dono das estradas aproveitou-se dos ratos e um a um devorou-os com fome voraz, até sair da casa livre de pragas.

Aborrecido Olodumare transformou o pânico em raiva e exigiu saber quem era o responsável pelo evento.

Intuitivamente, ele estava tirando cada um de seus filhos do esconderijo em que estavam abrigados e aplicando-lhes uma punição severa que correspondia à magnitude de seus atos.

Eleguá foi o único que foi recompensado por Olodumare. Então, mandou buscá-lo e o perguntou como, queria ser recompensado por sua coragem? 
Ele respondeu: que não precisava de nenhum prêmio, porque salvar a vida de seu pai era seu dever.

Olodumare satisfeito ouviu atentamente as palavras de seu filho e repetiu a pergunta novamente.

Então, Exu se referiu a querer ter livre arbítrio sobre suas ações sem limites ou restrições em seus desejos, pedido que foi concedido ao mais jovens dos Orixás

Olodumare é a divindade suprema do panteão Yorubá, ele é único e insubstituível, pois nenhum outro Orixá seria capaz de atuar em sua posição, sem que o resultado obtido fosse o caos.

sábado, 23 de julho de 2022

OXUM E O SEU ESPELHO


O espelho, que se tornou símbolo da vaidade de Oxum, tem outras significações bem mais profundas. Muitos podem acreditar que a Orixá Oxum é a divindade da beleza e do amor suave, dourado, enfim tudo lindo. Mas, engana-se quem acredita que Oxum deve ser tida como uma divindade serena, calma, superficial e vaidosa. Oxum surge como uma figura feminina forte, inteligente e boa negociadora. Isso a fez uma excelente estrategista, levando-a ao sucesso material. Daí o esmero nas vestimentas, adornos e ouro, inclusive em seu espelho.a simbologia de Oxum e o espelho adornado de ouro que Ela carrega torna-se um importante elemento para dissolver energias dissonantes, energias negativas que possam ser lançadas em Sua direção.


Refletindo a inveja, o ciúme, o mal em geral, seu espelho põe “às claras” quem é quem, mostrando a realidade a todos. E quando a inveja, por exemplo, é detectada, Oxum e o espelho se tornam armas de dissipação de tudo o que é ruim.

Então, Oxum se apresenta sempre bem adornada, enfeitada e vistosa. Quando os olhos ruins pairavam sobre ela, eles se miravam no espelho de Oxum e a si mesmos se destruíam.

Conta uma lenda que Oxum teria cegado com o reflexo do seu espelho os olhos de uma pessoa que a observava maldosamente. Oxum se põe em brilhos dourados nada berrantes para que a vejamos, mas que nossos desejos ruins não a toquem.
É por isso também que suas pulseiras e braceletes precisam estar sempre muito bem polidos: é com o brilho deles nos braços que ela se defende dos olhares maldosos dos pobres de espírito.a questão sobre Oxum e o espelho pode ser lida sob muitos ângulos. É uma defesa contra maus olhares, mas pode ser também algo além da vaidade, pois o amor próprio é algo desejável a todos nós.
Rogar a Oxum é vibrar amor próprio, é a busca do seu próprio eu. É entender que tudo é possível para si mesmo (a), desde que você entenda que tudo começa com você. Sua auto imagem deve ser positiva ao máximo, mesmo reconhecendo que todos temos defeitos e limitações. O foco deve ser no que temos de melhor e não nos defeitos e carências.

O amor próprio fortalece, dá segurança, impulsiona. Oxum e o espelho são exemplos de alerta para viver a vida com fé e coragem. Daí surgirão as realizações que você almeja. Conta a história que 
Xangô, orixá
escolhido por Olófin para governar a terra e os outros deuses, tinha diversas esposas. As duas mais importantes eram Yansã, a Senhora das Tempestades, e Oxum, cujo domínio se estendia pelos rios, lagos e cachoeiras. Certo dia, enciumada da preferência de Xangô pela sua
adversária; Yansã decidiu vingar-se de Oxum e, em um raio intempestivo de cólera, investiu contra a mãe das águas doces, quando esta se banhava nua às margens de um grande lago, tendo apenas um espelho entre as mãos. Devido ao fato de não ser uma guerreira, mas uma mulher dócil e vaidosa, Oxum viu-se completamente indefesa frente à ira arrebatadora da Rainha dos Raios. Oxum, então, rogou a Olófin e em um instante mágico, percebeu que o Sol brilhava forte nas costas de sua agressora. Rapidamente, ela utilizou seu espelho para refletir os raios solares de forma a cegar Yansã. Ao saber da vitória de Oxum, o rei Xangô reafirmou sua
preferência pela Senhora das Águas, que além de mais bela e delicada, provou ser também mais poderosa que a Senhora das Tempestades.Oxum ama o espelho, não só porque ele reflete sua bela imagem, mas porque ele indica que o amor que damos deve ter a proporção do amor que recebemos, como um reflexo.

ÓBBA TROUXE TRISTEZA AO REINO DE OSHÚN


Certa vez Oshún teve que deixar o reino por um longo período para resolver algumas pendências urgentes e deixou sua irmã Óbba encarregada dos deveres do palácio.  Óbba por sua vez, sabia muito bem como viviam as pessoas daquele reino, mas não compartilhava com eles, aquelas festas,  nem o profundo sentimento de amor, só fazia porque sua irmã Oshún era a rainha e governava. E o fato é que Óbba, por tantas decepções no amor era uma mulher sofrida e sempre triste.  Enquanto Oshún se ausentava do reino, Óbba começou a ditar sua próprias leis e mudar toda a vida do reino de Oshún,  chegando a proibir  a música e as danças Para fazer com que as mulheres do reino mudassem de atitude,  começou a chamar as mulheres casadas e ordenou que servissem na corte por 9 luas antes de engravidar e as que íam se casar tinham que cumprir 9 luas antes do casamento. Seu objetivo era mudar aos poucos a mentalidade daquelas mulheres em relação às  suas relações conjugais. Óbba também era feiticeira e usava seus feitiços contra as mulheres,  banhando-as com preparações de ervas( omieró) que ela mesma fazia para cumprir seus propósitos.  Fez pós e os esfregou na cabeça  e na barriga de todas aquelas mulheres e depois de um tempo elas agiram frias e se distanciaram dos seus maridos ou futuro cônjuges. Pouco a pouco aquele tornou-se sombrio e triste. Todas as mulheres choravam e lamentavam a escacez com seus maridos. 

Os homens daquele reino vendono estado deplorável da vida de suas mulheres deciram ir ver Orunmilá.  Então fez Osode e no registro aparece  o Oddun Ojuani Ogundá e os aconselhou que suas esposas devem fazer uma cerimônia pra que Oshún retornasse imediatamente. Assim, que providenciaram todos os ingredientes do ebó.  Assim que se cumpriu a palavra de Ifá a mensagem do ebó chega até Oshún, a mesma retirou-se imediatamente da festa que lhe ofereciam , retornando a sua cidade.  Chegando no seu reino , não o reconheceu . Estava triste e desolado e quando Óbba a vê,  ficou surpresa,  pois não esperava seu retorno tão cedo. Sem mais delongas Oshún convocou todo o seu reino  para uma festa que daria no palácio para comemorar sua volta, mas Óbba imediatamente lhe diz que não concordava . No final do dia Oshún governou como fazia antes. A festa aconteceu no dia seguinte,  embora Óbba não tenha participado.  E na festa, o espanto de Oshún ao ver todas as mulheres do seu reino presente,  mas sem nenhum Pingo de alegria, a tristeza era nítida em seus rostos e o homens eram os únicos que se divertiam. Então as irmãs chegaram a um acordo para proteger seus filhos e filhas. Então foram até Orunmilá e contaram todo o fato ocorrido.Orunmilá aconselhou que Oshún e Óbba fossem para as margens do rio e lá Orunmilá  alimentou as duas Deusas. Deu galinhas brancas para Óbba e galinhas amarela  para Oshún. 

Ao final da cerimônia oshum vai até Óbba e diz: eu te amo e te respeito por ser minha irmã mais velha , mas você esteve na minha ausência sacrificando suas filhas e as minhas, submetendo-as ao sofrimento.  De hoje em diante,  serei eu quem tomará conta dos sentimentos na cabeça de suas filhas, mas em vez disso , você ensinará boas maneiras as minhas filhas e se afastará do caminho que atrapalha a vida delas. Você vai morar comigo. Todos vão te honrar e contar com você para tudo, mas a cabeça e o coração de seus filhos serão meus. Daquele momento em diante,  o reino voltou a ser feliz e doce como Oshún. E cada casamento que acontecia,  Óbba recebia animais virgens, ovos, peixes frescos e frutas para venerá-la e honrá-la com o respeito que Óbba merece.

OSHÚN GOVERNA AS CABEÇAS E OS CORAÇÕES DOS(AS) FILHOS(AS) DE ÓBBA

 


Ojuani Ogundá 


Em uma terra localizada onde as águas do mar se encontra com as águas do rio, havia um povoado alegre, o qual era governado por Oshún. Um dia chegou neste povoado , Óbba e todo o seu povo . Assim que chegou Oshún lhe perguntou o que havia acontecido para vir com todo o seu povo aos meus domínios?
Óbba prontamente respondeu: Fujo do mundo, porque estou decepcionada no amor.
Oshún, comoveu-se, lhe deu proteção e fez com que todos do reino soubessem que Óbba era sua irmã e que também pertencia a corte. Desse dia em diante, todos deveriam prestar-lhes honras.

OSHÚN E SUA MOEDA

 


Esse patakí conta que  Oshún é benevolente gentil, é amor de mãe,  de mulher. Ela é a Deusa que ajuda a levantar e que embora tenha um caráter impetuoso quando ofendida,  sempre que é amada dá felicidade, amor e abundância. 

Oshún perdeu seu reino e suas riquezas devido às guerras e sua determinação em ajudar o mundo inteiro,  razão pela qual foi mergulhada na miséria total.  Por isso decidiu lavar roupas em um rio e as pessoas lhe pagam uma moeda de cobre,  que ela usava para alimentar seus filhos.  Um dia ela estava lavando roupa  e sua única moeda caiu no rio, que lentamente a arrastou para o mar. Oshún no seu desespero pelo sustento de seus filhos,  ela orou aos deuses das Águas.  Yemayá e Olókun para que eles lhe devolvessem a única moeda para alimentar suas crianças. Yemayá e Olókun, ao ouvirem suas preces, ficaram emocionados e recolheram todas as riquezas dos mares e as ofereceram a Oshún. Mas, ela só pegou sua moeda de cobre. As divindades vendo tamanha honestidade daquela Rainha sem riquezas e por sua honra e sacrifício ofereceram suas riquezas e o rio como, a sua casa e  alertando-a que nunca mais deveria dar tudo o que tinha.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

OSHÚN E SUA BENEVOLÊNCIA


Em uma terra, havia uma aldeia muito pobre, que não tinha nenhum tipo de orientação religiosa e como não tinham conhecimento das regras , ensinamento e muito menos assentamento de Orishá. Tudo levava a crer que Shangó seria o culpado, que fez más ações diante daquele povo, para favorecer outras partes daquela terra . No entanto, Oshún ficou sabendo da situação precária a qual se encontrava o povo desta aldeia e decidiu que não poderia ficar de braços cruzados. Decidiu ir até este povoado e fazer limpezas, boas obras e ensinar ao povo, as regras de Osha. A cidade começou a avançar , deixando-os todos felizes por terem a presença de Oshún na terra deles. Shangó sabendo da prosperidade da cidade, ficou furioso, tomando a decisão de ir até aquele povoado e começou a perguntar a cada pessoa, se eles tinham Osha em seu lerí ( cabeça) aquele que respondeu afirmativamente, matou impiedosamente. As pessoas com medo de Shangó, contaram a bondosa Deusa Oshún que havia os ajudado. Oshún foi até Olofin pedir ajuda, Olofin, prontamente respondeu sua rogação encontrando-se com Oshún e Shangó . Reunindo-se os três, Olofin elogiou as bem feitorias de Oshún pelas boas obras , ensinando-os a sabedoria religiosa e repreendeu Shangó por fazer o mal. Olofin disse aos dois que esta guerra deveria acabar. Concluiu e declarou que Oshún não poderia jamais coroar nenhum Omo de Shangó e Shangó não poderia coroar Omo de Oshún .

terça-feira, 21 de junho de 2022

O CAMINHO DE OSHUN E ORUNMILÁ

 


Na terra de Ala Joron Obatalá vivia com sua filha mais nova que era Oshún, que fazia tudo para o pai porque ele já era velho, ela era a encarregada de administrar a casa e cuidar das coisas de Obatalá, junto com Elegba que ajudava sua. 

Um dia Obatalá preparou uma bebida para Osanyin que o estava traindo secretamente, por sua vez ele também estava preparando um oshinshe para poder destruí-lo em caso de rebelião. Uma vez que tudo isso está pronto, Obatalá manda chamar Oshún e Elegba para tomar essa ordem, quando Elegua estava indo para onde ela estava, ele foi interceptado por Orúnmila, que lhe disse para dizer a Yalorde que ele tinha que fazer ebo, porque Ozain tinha todos os estradas bloqueadas e podem cair em uma armadilha.

Oshun não deu ouvidos a Orunmila porque achava que Osanyin não era tão ruim. Ele foi até seu pai Obatalá que lhe disse: "Leve isso para Osanyin, mas nem pense em beber", antes de passar pelo ibu e enterrar essa oshinshe ao lado da ovelha Iroko para que eu possa controlar todos os passos de Osanyin. 

Oxum o fez, mas quando estava plantando o oshinshe sentiu sede e ouviu uma voz semelhante à de Baba que lhe disse, vá para a casa de Osanyin mas antes de chegar lá, beba um pouco disso. Então ela fez isso sem perceber que era um engano, e quando ela bebeu na casa de Osain ela adormeceu completamente.

Elegua e Orunmila ficaram preocupados porque Orunmila não tinha ouvido Orunmila, então decidiram ir, e quando passaram por Iroko ouviram a mesma voz e Orunmila rapidamente quebrou um obi funfun e matou um eyele em um segmento de malva branco e começou a sacudindo a estrada, o Egun ao vê-lo fugiu
assustado e assim Orunmila chegou na casa de Osanyin que se preparava para se aproveitar de Oxum, Orunmila vendo ele entrou na casa orando: "Alafia Omo, Alafia ilé Obaknono Kosu Ayé Umbo ilé Osanyin Adifafun Yalorde", E nesse momento caiu um raio destruindoOsanyin, Orunmila pegou a ovelha malva branca que estava vestindo e deu para Oshún que acordou, na volta contaram a história para Obatalá que contou a Oshún, nunca mais na vida beba novamente e desobedecer a Orunmila. 

OXUM FOI MALTRATADA POR SHANGÓ 

Neste pataki, Oxum morava com Xangô em uma cidade. Ela era muito bonita e cativava todos os homens daquele lugar. Todos os okuni que colocaram tudo a seus pés sem que ela pedisse nada, mas aceitando o que trouxeram para ela, mas Oxum só estava apaixonada por um homem, Xangô.

Eles começaram a viver juntos porque com o passar do tempo eles se casaram, mas Xangô começou a maltratá-la e o que ela dava a ele, ele preferia curtir com outras mulheres, impossibilitando sua vida, ela sofria moral e espiritualmente, mas apesar de todos aqueles maus tratos ela continuava loucamente apaixonada por Xangô e não queria se separar dele. 

Depois que Oxum decide se vingar do deus do Trovão, que tinha um irmão chamado Abeyi, ela começou a se apaixonar por ele e iniciou um relacionamento com ele. Quando Xangô soube da situação e foi pedir explicações ao irmão, ele respondeu: Irmão, Oxum foi maltratada e abandonada por você e eu dei a ela o que você não foi capaz. O que você fez com outras mulheres, não reclame isso contra mim. Você a envergonhou e a maltratou, ela está cansada, Yalode já está entediada com você. Comigo ele é feliz.

PATAKIE: EXU SUJA A CASA DE OSHUN 

Um Patakie (história) conta que Oxum morava com Babalu Aye em uma cidade chamada terra Iyebu Teyun Lashe Lenu, eles eram os donos da região daquela terra, onde tiveram muitos filhos e eram muito felizes.  

Mas este Pataki de Oxum nos diz que San Lazaro tinha um ajudante chamado Exu Alawana que comia tudo podre, pelo que Oxum não tolerou e o expulsou de casa então Exu teve que morar no cemitério. Enquanto estava lá, ele estava encarregado de trazer comida para Yewa.

Exu tinha grande apreço por Babalu Aye, este era seu professor e ele sempre ia a sua casa procurá-lo, mas Oxum não o deixava entrar, pois tinha um cheiro desagradável. Como resultado de tudo isso, Alawana cuidou dela e quando ela foi descuidada, ela entrou na casa e a sujou, e quando ela foi procurá-lo, ele se escondeu na lata de lixo e transformado em lixo, então em forma de lixo entrou na casa e ninguém viu, criando dificuldades dentro de casa, trazendo doenças e tragédias.

Um dia Oxum disse ao marido: De vez em quando tivemos muito trabalho. E um dia ele o convenceu a ir ver Orunmila, onde os consultou revelando o sinal de Ifá Odi Iroso e lhe disse que ele tinha um personagem que sempre andou com ele e que ultimamente ele o havia renunciado ao esquecimento por andar com sua mulher , mas que esse personagem em sua busca incessante na casa o prejudicou porque ele mesmo não entendeu como necessário, então ele marcou um ebbo, onde ele teve que varrer a casa junto com Oxum e enquanto isso cantava este Suyere:

Ala ilereo ala ilereo labera obede gbogbo araye unlo kampani Kampani unlo araye ashegun ota".

Quando varreram o lixo da casa dele, levaram para Orunmila, mas antes pegaram um pouco e jogaram: eku, eja, awado, oñi e oti e colocaram no shilekun Ile, deram a ele Obi Omi Tuto e deram-lhe um akuko e um eyele, depois com esse lixo fizeram um ebbo apayeru e colocaram na lata de lixo onde Azojano cantava:

«Awara ebora kada alawana dide dideo ara gogoto dibe dibeo, Bebele eshu alawana dide o umbo ile mi»

Então Alawana apareceu dentro do lixo e quando viram, souberam quem era quem estava sujando a casa e causando tantos Osobos. Exu, levantou-se do lixo cantando:

AGO TI INA ALAWANA TI INA TI NA».

Então Babalu Aye disse a ele: Você e eu devemos viver juntos, foi assim que Olodumare determinou, você sempre viverá na minha casa que é a casa de ODI-IROSO e de OSUN, mas você já se acostumou com o cemitério, você vai viver em um poço atrás da porta. Então Exu Alawana ficou para sempre guardando a porta da casa e eliminando toda a feitiçaria e feitiçaria que os inimigos de Asojuano costumavam fazer.

OSHÚN A FILHA DE OBATALÁ 
NESSA HISTÓRIA (PATAKI), 

OBATALÁ tinha uma filha muito simpática e muito bonita, que era Oxum, Baba sempre a tinha ao seu lado e ela passava muito trabalho lavando suas roupas, cozinhando sua comida, limpando sua casa. 
Ela reclamou de tanto trabalho e Obatalá lhe disse: - «Minha filha eu te recompensarei». Ele não fez nada para aliviá-la nessas tarefas, porque achava que ela era sua escrava.

A Yalode tinha amigos que a visitavam e lhe diziam para não ser boba, porque com sua beleza e beleza ela não precisava estar passando por tantos trabalhos, que na planície havia Príncipes e Reis, que ela deveria ir com eles para desfrutar a vida e obter riqueza e dinheiro.Um dia cansada de trabalhar tanto na casa do pai, ela ouviu os maus conselhos de seus amigos e foi com eles e a vida ruim que seus amigos lhe deram foi tão ruim que ela ficou gravemente doente.

Quando voltou para a casa do pai, estava tuberculosa e tão deteriorada que, quando Obatalá a viu, disse-lhe: ,lhe darei comida e uma casa para morar." Mas já é tarde demais para você."


OSHUN SALVA SHANGÓ DA MISÉRIA 

SHANGÓ era governador de uma cidade, onde tinha muitos negócios, mas estes não eram prósperos, perdendo todo o seu dinheiro e ele, triste por se encontrar naquela situação a que não estava acostumado, decidiu deixar aquela cidade.
Mas seus parentes lhe disseram porque você não vai ver Orunmila e você olha para ele antes de sair, então ele fez e Orula o consultou e o fez ebbo e disse para levá-lo para o meio da praia. Ao chegar lá encontrou Oxum que ficou feliz em vê-lo, pois queria falar com Xangô e Xangô lhe disse para esperar que ele saísse do Ebo e quando Oxum retorna ele propõe um negócio junto com ela que era vender animais de todos os tipos, ele aceitou, porque foi o que ele fez e uma sociedade se faz e começa a prosperar novamente.

O QUE É ORISHÁ OKO? OU QUEM É ORISHÁ OKO?

O Orishá da terra, do trabalho duro, o agricultor com suas colheitas. Divindade do país. Aquele que protege as colheitas e os arados. Símbolo infalível da vida porque contribui para a existência dos meios para nos sustentar, permitindo-nos obter o alimento necessário para sobreviver, que é o Orishá Oko.


Este é um Orixá maior, seu nome vem do Yorùbá "Òrìsá Okò" que pode ser traduzido como: Orixá del Labrado. Seu pai é considerado Obatalá e sua mãe Yembó.
Orishaoko era o marido de Olokun, cujo relacionamento terminou em grande conflito depois que ele revelou seus defeitos. No entanto, eles nunca conseguiram se separar completamente, pois o mar e a terra sempre convivem. Em outro de seus avatares também teve um caso de amor com Yemayá.

Diz-se que vive na terra, especialmente na terra arada, semeada e colhida. Também vive nos telhados. Por sua participação ativa na dinâmica produtiva que fornece alimento aos seres vivos, forma uma importante trilogia com os Oshas Oke e Oggue, que, por sua vez, também são responsáveis ​​pelas lavouras, pelas chuvas, pelo fogo interno capaz de terra e os animais.
Nos seres humanos esta divindade simboliza a força de vontade. Representa estabilidade, permanência, perseverança, firmeza, sobrevivência, força, os ciclos da natureza, agricultura e sentimentos intensos e duradouros.

Ele é o patrono natural dos agricultores, mas também é considerado o árbitro de todas as disputas, especialmente quando se trata de conflitos femininos. Ele ainda é creditado com o poder de ser o juiz nos julgamentos dos Orisas.

Entre suas tarefas destaca-se garantir a prosperidade na terra. As abelhas são seus mensageiros.


Como é Orixá Oko?

 
Orixáko

Entre suas características, destaca-se que é muito trabalhador e discreto, sabe guardar segredos profundamente e se diz casto, a ponto de seus testículos ficarem pendurados no chão. Diz-se também que Orisa Oko tem duas personalidades que variam conforme o dia passa. Enquanto se vislumbra a luz do dia, ele aparece como um homem puro e reto, mas, ao cair da noite, transfigura-se disfarçando-se de Ikú (morte). De fato, a ele é creditado a tarefa de receber os cadáveres que lhe são entregues pelo Orixá Yewá.

História do Orishá Oko

Quando Xangô nasceu, seu nascimento foi gerado pelo trabalho e graça de Olofin e Oloddumare. No momento de seu nascimento Olofin exclamou: Esse é meu filho! E será entregue ao Orisa Dada Abañeñe para cuidar de sua educação.

Foi assim que Olofin deu a Dada tudo o que era necessário para sua criação e manutenção. O tempo passou e Xangô estava sempre crescendo com a benção de Olofin, que lhe ensinava todos os seus segredos, pois desejava muito ter um filho na terra.

Olofin visitava seu filho a cada 6 meses, desta forma o estava guiando no desenvolvimento de sua vida. Quando Xangô se tornou homem, saiu da casa de Dada Bañeñe. Quando chegou o momento em que Olofin foi vê-lo, ficou surpreso ao descobrir que seu filho não estava lá, o que o preocupou muito.

Olofin decidiu visitar Orunmila que o fez Osode (adivinhação) e viu o Odu Odi Bara , indicando os sacrifícios correspondentes que foram feitos com pressa. Ele também recomendou que ele deveria conceder uma graça ou um prêmio à pessoa que encontrou seu filho Xangô.
Naquela época, sob o sol inclemente, Orixá Oko trabalhava a terra enquanto cantava: "yenibo misesere yenibo miserere", surpreendentemente das entranhas da terra saiu uma voz que respondeu ao seu canto.

Orishaoko, ouvindo isso, apertou o arado com mais força e entre as pedras que jaziam no chão, um se tornou homem e logo depois voltou a ser pedra. Orishaoko o guardou com muito cuidado, colocando-o em um de seus bolsos.

Ao final de seu trabalho, foi à casa de Olofin contar a história do incrível achado que fizera no campo. Olofin ao ouvir sua história se encheu de alegria e muito emocionado disse: "Dê-me aquela pedra que você encontrou, porque é um Odu Ara, que é meu próprio filho Xangô, que tanto procuro".

Desta forma Olofin abençoou o Orixá Oko concedendo-lhe a graça que havia prometido e lhe disse: «A partir de hoje, você será o Rei da terra para sempre e o amigo mais próximo de Xangô, por isso sempre pintará um azulejo branco e vermelho para decorar sua casa.

Como estão os filhos de Orishaoko?

Os filhos de Orichaoko caracterizam-se por serem muito calmos, tranquilos, pacientes, perseverantes, práticos, cuidadosos, trabalhadores, muito responsáveis, parcimoniosos, e por prestarem grande culto e respeito à história e aos antepassados. Normalmente não são amigos de festas, nem de promiscuidade, também têm um respeito muito particular pela vida e pelos seus pares.

Quando mal aspectados, eles podem se tornar egoístas, teimosos, raivosos, excessivamente tradicionais, lentos, lentos, ressentidos, ciumentos, possessivos e materialistas.

O que se pede de Orishaoko?

Representando prosperidade, você pode fazer inúmeros pedidos nesse sentido. A influência na fertilidade é atribuída a ele, portanto, as mulheres estéreis recorrem à sua ajuda. É um Orixá relacionado aos pedidos de saúde e para evitar a morte prematura. Pede-se abundância e estabilidade, para que o trabalho seja frutífero. Ele é solicitado a ajudar a enviar a chuva em épocas de seca ou pará-la em épocas de fortes condições climáticas. Também é oportuno em situações de conflito em que a mediação e a resolução de disputas são necessárias. Fundamentalmente é um Orixá que é invocado e recebido para atrair estabilidade tanto em termos de saúde quanto de produtividade.

Enquanto o esforço for nobre, a colheita será sempre abençoada pelos Orixás".

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